|
Eu preciso destas Palavras... Escritas!
|

Twittagens...

Twittagens...

    @civonemedeiros

    ESSA... Poema das Escrituras Sangradas, Livro #2

    "Avec mes souvenirs

    J´ai allumé le feu

    Mes chagrins, mes plaisirs

    Je n´ai plus besoin d´eux!

     

    Balayés les amours

    Et tous/avec leus trémolos

    Balayés pour toujours

    Je repars à zéro..."

     

    —Edith Piaf, Non, je ne regrette rien

     Essa.

    A noite. Uma mulher. É uma mulher. Essa. Que deixa d'outro lado o dia'mante dormente a'cor'dado na cama menino. Tão lindo. E sai por aí. E cai em si. A noite. Sai pelos bailes, botecos, galerias, bares. Faz alardes. Sedenta se embriaga de olhares. De olhares e focos disformes. E copos tragados como corpos. Beija os amigos na boca. A noite. Essa louca. Abraça como quem parte. Como quem morre. Morde a rosa e o nome das horas. Presenteadas. Deixa as bagas, as taças rasas, os pratos mornos, os risos fátuos para a madrugada irmã. Essa. Qual Piaf. Cadela em cio latente. A pele frisante e os passos rotos em zigue-zague. É a festa. Ou tempestade. Gozo. Ou lamúria. A noite é ela. Fêmea andrógina. De pêlos nas axilas e salto encarnado alto. Como não lembrar da Ribeira à beira dessa noite tanta... Essa que sonha estar nela. E é no remoto aqui que está. Tão longe do mar. Oceano potiguar. Chuvosa em lépido lamento azul marinho essa noite hoje chora. Ora ora. Mais que nove horas. Mulher chorosa. Que este choro tal qual o de Alice se arvore em mar e a trague de volta às margens de casa, bem na beira. A qual nem disse quando vai tornar. Outra noite será. Mais alegre, assim contente... E sempre outra é. É uma mulher. Noite qualquer. Essa.


    Civone Medeiros

     

    Nenhum comentário: