A matemática e os gráficos me ajudam muito. A escolher trabalho, a resolver questões pessoais, e até a convencer marido a devolver algo pro lugar de onde tirou. Às vezes a conta é bem simples. Se você trabalha 40 horas por semana, passa pelo menos 35% do seu tempo acordado trabalhando. Se o trabalho não te agrada, é o mesmo que dizer que você passa pelo menos 35% do seu tempo não muito feliz. E os outros 65% se lamuriando por conta de um trabalho que te esgota.
Só que a busca pelo que a gente gosta pode ser mais demorada que os 17, 18 anos que nos dão até o momento da decisão, até o vestibular.
Eu me formei em Farmácia, profissão que tem tanto a ver comigo quanto um batom tem a ver com um tatu. Mas por que não fiz outra coisa? Porque não abandonei o curso pra fazer algo que tinha mais a ver? Resposta simples: aos 17 anos eu não fazia idéia do que queria fazer. Nem aos 20. Nem aos 25. Eu demorei 30 anos pra encontrar algo que eu gostasse e que pudesse ser transformado em profissão. Mas quando encontrei, uau! E porque decorar é algo que eu gosto de fazer, e pelo qual posso ser paga, voltei a estudar, pra aprender a fazer melhor. E conto isso porque acho que devo a vocês a paixão pela decoração.
E qual é a minha dica pra encontrar o que você gosta de fazer? Faça de conta que é um detetive: sua missão é documentar e observar o mundo ao seu redor, como se você nunca tivesse visto antes. Tome notas. O que você mais gosta de ver? E de saber? Documente achados. Perceba padrões. Copie. Trace. Foque em uma coisa de cada vez. Cometa erros de avaliação. Aprenda com os erros. E perceba, no final, que a sua escolha é mais natural do que você pode imaginar.
Ah, e uma vez feita a escolha, bora estudar, que conhecimento não cai do céu, e o que diferencia um hobby de uma profissão é o comprometimento, o profissionalismo, e o domínio da técnica. Isso junto é que vale dinheiro. Porque você quer ser feliz, mas quer também ser capaz de pagar suas contas, né não? #fikdik
Quem escreve } Vivianne Pontes é alquimista de formação, mas não de profissão. Morou aqui e ali, e acolá, ao todo em 14 lugares. É mineira de nascimento e coração, mas carioca de adoção. Mora com o marido, o chef de cozinha André Nogal, na cidade-maravilha-mutante, com vista para macaquinhos e pro sovaco à gauche do Cristo. Escolhe suas superstições pela qualidade literária e nem sempre separa o real do imaginário.
Em 2007, quando começou a pensar em comprar um apartamento - financiado em zil vezes - comprou um caderninho: precisava organizar as ideias, e precisava de muitas ideias pra...
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